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Play Like a Girl #2: Mulheres que mudaram o esporte!

Aqui no LAB, já falamos sobre a delicada relação mulheres e esporte. Essa expressão corporal quase que artística. No entanto, até pouco tempo atrás, o esporte era algo quase que exclusivo aos homens e foi aos poucos que as mulheres foram tomando seu espaço em cada modalidade.

Dessa vez, resolvemos falar não só do esporte, mas sim das esportistas! Listamos aqui algumas mulheres que foram pioneiras em suas modalidades, mudaram o rumo do esporte de alguma maneira e que vão - com certeza!! - te inspirar a sair do sofá, praticar alguma atividade e, quem sabe, correr atrás do seu sonho de representar o Brasil em alguma competição?

Hortência Marcari

Considerada uma das maiores atletas brasileiras, Hortência foi jogadora de basquete entre as décadas de 70 e 90 e conquistou 17 títulos em toda sua carreira - incluindo a medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos de Cuba (1991) e Prata nas Olimpíadas de Atlanta em (1996). Em 2002, entrou para o Hall da Fama do Basquetebol Feminino dos EUA e em 2005 para o Basketball Hall of Fame.

Maria Emma Hulga Lenk Zigler

Maria Lenk é considerada a mãe da natação moderna e foi a primeira mulher a estabelecer recordes mundiais: nos 200m e 400m peito. Ela é a primeira e única brasileira a conseguir esse feito, até hoje! Maria foi também responsável por introduzir o nado borboleta em competições, quando nadou nos Jogos Olímpicos de Verão de 1936 em Berlim - em uma prova peito.

Maria Esther Bueno

Conhecida como Maria Bueno, ela foi uma tenista entre os anos 50 e 70, e se tornou uma das poucas tenistas brasileiras a conquistar títulos em três décadas diferentes e consecutivas. Maria é considerada até hoje o maior nome do tênis brasileiro (incluindo homens e mulheres!) e com uma coleção de 589 títulos internacionais, ela foi eleita a melhor tenista do século XX da América Latina, nº 1 do mundo em 1959 (de acordo com a Federação Internacional de Tênis) e foi incluída na posição 38 entre os 100 Melhores Tenistas da história (entre homens e mulheres) pelo canal Tennis Channel.

Marta Vieira da Silva

Falar sobre mulheres no esporte e não falar sobre a Marta, é impossível! Conhecida como a atacante da seleção, a Marta já foi escolhida como melhor futebolista do mundo seis vezes e é a Maior Artilheira da História das Copas do Mundo Futebol Feminino (com 15 gols) e a Maior Artilheira da História da Seleção Brasileira (feminina e masculina) com 101 gols! Inclusive, a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2019 acontecerá na França e começará no dia 07 de Junho - que tal dar uma força pra Marta e pras meninas e acompanhar?

Serena Williams

Serena é, atualmente, a tenista número 15 do mundo - na categoria simples. Ela é considerada uma das mais vitoriosas tenistas da história e já acumula mais de 20 títulos em toda sua carreira. Ela já se tornou a tenista com o maior valor em dólares acumulados em prêmios - ficando em quarto lugar do mundo (perdendo apenas para Roger Federer, Novak Djokovic e Rafael Nadal). Serena venceu todos os grandes prêmios do tênis depois dos 30 anos e se tornou a “mais velha” campeã: US Open (aos 32), Roland-Garros (aos 33), Wimbledon (aos 34) e Australian Open (aos 35). Isso sim é inspiração de que nunca é tarde pra ir atrás do que a gente ama! :)

Daiane dos Santos

A Daiane é uma ex-ginasta brasileira que se tornou a primeira brasileira (entre homens e mulheres) a conquistar uma medalha de ouro em um Campeonato Mundial! Daiane participou em três Olimpíadas e acumula 10 medalhas de ouro em campeonatos nacionais e mundiais. Como se não bastasse, ela ainda tem dois movimentos nomeados em homenagem à ela, já que ela foi a primeira ginasta do mundo a executá-los: o duplo twist carpado (Dos Santos I) e a evolução duplo twist esticado (Dos Santos II).

Ronda Rousey

Saindo da ginástica e pulando para o mundo das lutas, Ronda não podia ficar de fora. Ronda é atriz, dubladora (!?!) e lutadora de luta livre profissional, artes marciais mistas e judô! Ronda foi a primeira americana a receber uma medalha olímpica de bronze no judô (em Pequim - 2008) e já foi considerada pela ESPN como a melhor atleta feminina de todos os tempos. Ela já declarou, inclusive, que é a atleta mais bem paga do UFC (tanto entre homens como mulheres) - isso sim é GIRL POWER!

Rafaela Silva

Falando em judô, temos que falar do orgulho do Brasil: Rafaela Silva. Criada na favela carioca da Cidade de Deus, Rafaela é dona da primeira medalha olímpica conquistada pelo Brasil nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 - e foi logo de Ouro! Ela é também a primeira atleta da história do judô brasileiro (entre homens e mulheres), a ser campeã olímpica e mundial. Como se não bastasse tudo isso, Rafaela tem ainda a patente de terceiro sargento na Marinha do Brasil e faz parte da equipe do Centro de Educação Física Almirante Nunes (CEFAN), parte do Departamento Militar Esportivo. Acho que podemos dizer que ela é ainda mais GIRL POWER que a Ronda - aliás, imagina uma luta entre a Rafa e a Ronda? :O

Stamata Revithi

Falar sobre a Stamata é difícil, principalmente porque muitos registros de sua história já foram perdidos pelo tempo. Ela foi a primeira mulher a correr 40km nos Jogos Olímpicos de 1896. Na verdade, nessa época, as mulheres não eram permitidas nas competições, mas Stamata correu mesmo assim - e mesmo tendo diversas testemunhas, ela nunca foi creditada pelo seu tempo (ela correu 40km em aproximadamente 5 horas). Na verdade, uma mulher só foi reconhecida oficialmente como maratonista em 1926 (a inglesa Violet Percy) e as mulheres só puderam competir maratonas nos Jogos Olímpicos a partir de 1984. Portanto, apesar de poucos registros oficiais, podemos dizer que Stamata é uma inspiração e - de certa forma - abriu o caminho para tantas outras grandes maratonistas da história.

Alice Milliat

Continuando no clima de grandes inspirações do início dos tempos, encontramos Alice. A francesa, nascida em 1884, é considerada uma pioneira quando o assunto é esporte feminino. Ela praticava remo, natação e hockey, e apesar de ser tradutora (como profissão principal), ela sempre lutou para que as mulheres tivessem o mesmo reconhecimento que os homens dentro do esporte. Ela era membro do Femina Sport, um clube fundado em 1911 na França e ajudou a fundar a Federação Francesa de Esportes Femininos em 1917. Ela é considerada uma das principais forças a pressionar o Comitê Olímpico pela aceitação das mulheres em cada vez mais modalidades diferentes de esporte. Com certeza seu esforço e trabalho do início do século passado foram fundamentais para que as mulheres pudessem competir da forma que competem hoje.

Todas essas mulheres - e muitas outras - modelam a nossa rotina muito mais do que imaginamos. São esses modelos de determinação, foco, força e garra que inspiram milhares e milhares de meninas todos os dias, em todos os lugares. Sem a luta de muitas dessas mulheres, não estaríamos onde estamos hoje e não receberíamos o reconhecimento que recebemos hoje.

É fato que o preconceito e o machismo ainda (infelizmente!) existem nesse meio e a luta permanece - mas não podemos negar todo o caminho que percorremos até aqui. Vamos em frente que o esporte ainda precisa de MUITAS mulheres.

#GIRLPOWER

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