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Sofka Skipwith: a princesa que lutou contra o nazismo

Muito diferente do que os desenhos da Disney costumam retratar, a princesa Sofka Skipwith deixou para trás o enredo do príncipe encantado e se tornou uma verdadeira heroína. Nascida em 1907, na Rússia, e descendente direta da imperatriz russa Catarina A Grande, desde os sete anos Sofka já demonstrava ter um pensamento bem avançado para a sua época e status social.

Após ter ouvido dos seus servos que os camponeses russos não tinham quase nada para comer, a pequena princesa decidiu fazer algo para ajudar. Sobremesas e outros tipos de comida eram enviados, por ela, a crianças pobres que viviam em torno do castelo.

O estratagema durou apenas três anos, já que, aos 10 anos de idade, Sofka viu Vladimir Lenin expulsar sua família do poder. Exilada na Inglaterra com sua avó, a pequena princesa viveu uma vida comum, até descobrir que sua mãe poderia ainda estar viva, em Paris.

Sofka viajou para a Cidade Luz, mas teve a má-sorte de decidir fazê-lo no exato momento em que aconteceu a invasão nazista em Paris. Levada para um campo de concentração, a princesa russa se juntou aos líderes da Resistência Francesa, trabalhando como espiã e informante.

Quando soube que judeus seriam enviados para Auschwitz, Sofka temeu pela segurança deles, já que ela conhecia a verdade sobre as câmaras de gás presentes neste campo de concentração. Usando uma letra minúscula, a princesa escreveu os nomes de 250 judeus em cigarros e os enviou aos seus contatos em Geneva, esperando que isso impedisse a viagem mortal planejada para o grupo.

Semanas se passaram e, visto que a princesa permanecia sem resposta das autoridades que havia contactado, os judeus foram levados embora. Antes de partir, no entanto, uma mãe entregou o seu bebê para que Sofka tentasse salvá-lo, o que ela conseguiu fazer passando a criança por baixo de uma cerca e pedindo que seus contatos viessem buscá-la.

Quarenta e dois anos depois, Sofka descobriu que, graças ao seu ato de bravura, a Resistência havia conseguido salvar pelo menos 50 dos judeus que seriam enviados a Auschwitz, trocando suas vidas pela soltura de 50 prisioneiros de guerra pertencentes ao exército alemão. Ela foi, portanto, responsável pela sobrevivência de pelo menos 51 judeus ao holocausto.

Sofka morreu em 1994, com 87 anos e recebeu um prêmio de reconhecimento pelo Memorial do Holocausto, que se chama “Justos entre as Nações”, dedicado a todos os não judeus que, durante a Segunda Guerra Mundial, arriscaram suas vidas para salvar judeus do regime nazista.

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