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Guia de beijos cinematográficos - Parte II

Um beijo é uma forma de arte e, como todas as formas de arte, o estilo dominante muda através dos tempos. A cada década, a maneira de beijar na telona muda dependendo do que está acontecendo na cultura ou das restrições impostas aos cineastas.

Nos anos 40, um beijo não podia durar mais do que 3 segundos. Na década de 50, ele podia acontecer apenas em privado. Nos anos 60, o beijo nas telas passou por uma revolução que chocou novamente os telespectadores até a década de 70. E depois disso, qual foi a evolução histórica dos beijos nas telonas? Descubra agora, na parte dois do nosso Guia de Beijos Cinematográficos.

Anos 80: beijos juvenis

Este período assistiu a um ressurgimento dos filmes adolescentes, de Gatinhas e Gatões a A Garota de Rosa-Shocking, Clube dos Cinco, Digam o Que Quiserem à Dirty Dancing - Ritmo Quente. Estas produções não tiveram medo de mostrar o constrangedor primeiro beijo, que poderia ser tido como uma brincadeira, uma experiência juvenil ou o início de um final feliz. Enquanto muitas pessoas ignoram este gênero e veem sua trama algo previsível, estes filmes não só ensinaram a uma geração de jovens a se portar em baladas românticas, mas também contaram histórias que estavam à frente de seu tempo.

Anos 90: beijos de boca aberta

O cinema dos anos 90 não poderia deixar de figurar com seus beijos de língua. As comédias românticas da época geralmente retratavam uma heroína independente, que foi escolhida por uma rica carreirista. A diretora Nora Ephron criou a lendária trilogia Feitos Um Para o Outro, Sintonia de Amor e Mens@gem para Você, que incluiu alguns dos mais icônicos beijos de filme.

Esta era uma época em que a aurora da Internet começava a apresentar a cultura do namoro, na qual os amantes se comunicavam com enormes telefones celulares e os beijos eram mais explícitos do que nunca. O final dos anos 90 também trouxe Titanic e com ele o mítico beijo de Rose (Kate Winslet) e Jack (Leonardo DiCaprio) na proa do navio mais famoso da história.

Anos 2000: beijos casuais

Com a chegada dos anos 2000, o beijo se tornou mais sofisticado, dando lugar a uma combinação mais artística de lábios, língua e olhos fechados. O melhor exemplo disso é o beijo apaixonado de cabeça para baixo entre Peter (Tobey Maguire) e Mary Jane (Kirsten Dunst) em Homem-aranha, e Noah (Ryan Gosling) e Allie (Rachel McAdams) se beijando ardentemente na chuva, em Diário de uma Paixão. Os anos 2000 também assistiram à abertura do cinema aos temas LGBT+. E assim, em 2005, Brokeback Mountain fez sucesso nas telas, apesar de apresentar relações íntimas longe da câmera. Foi somente em Moonlight: Sob a Luz do Luar, em 2016, e Me Chame Pelo Seu Nome em 2018 que os espectadores puderam ver não somente beijos apaixonados entre personagens do mesmo sexo, mas também cenas de sexo.

O beijo nas telonas pode ser uma forma de rebelião contra os ideais conservadores, assim como uma interpretação única do momento presente. É preciso observá-los cuidadosamente, porque eles podem nos dizer muito mais sobre nós mesmos e sobre nossa sociedade do que imaginamos.

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